Imersão: Mundo Virtual x Universo Virtual

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Postado por Marcelo Rodino - 27 Junho, 2017

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Tron: Uma odisseia eletrônica é um filme cult de ficção cientifica, produzido pela Disney em 1982. Teve sua continuação em 2010 com o filme intitulado Tron: O Legado. Revolucionário para a década de 80, foi o primeiro filme a utilizar efeitos de computação gráfica em larga escala. 

Além dos efeitos avançados e extremamente caros para a época, a grande sacada do filme era o cenário onde boa parte da história se desenrolava; o  mundo virtual. Na trama o personagem principal vivido pelo ator Jeff Bridges era jogado para dentro de um ambiente digital que reproduzia o mundo real. 

Mesmo nos primórdios da era digital, Tron  nos mostrava que a imersão total para dentro de um jogo ou computador já era um fetiche.

realidade aumentada realidade virtual flex interativa 2.pngPersonagem vivido pelo ator Jeff Bridges é jogado dentro do mundo virtual

A era do mundo virtual

Na época em que o filme foi lançando, os computadores pessoais já começavam a fazer parte do dia a dia das pessoas.

Com a chegada da internet na década de 90, já era possível se comunicar com pessoas de outros países. O Yahoo e o Google (ainda embrionários) já tinham o poder de nos levar para qualquer lugar do mundo sem que sequer levantássemos da cadeira. O som ruidoso dos modens com conexão discada fazia parte da magia de mergulhar na internet. Era fantástico!

Quando o jogo em primeira pessoa Wolfenstein 3D foi lançado em 1991, a imersão no mundo virtual parecia não ter limites, mas foi em 2003 que a internet teve sua melhor tentativa de junção entre o real e o virtual; a criação do Second Life chegava para simular um ambiente 3D interativo para as relações sociais. 

Mais que um simples jogo, a aposta do Second Life era fazer com que seus usuários assumissem uma vida alternativa na internet, criando personagens que elas gostariam de ser, em mundo com regras mais flexíveis. No auge da popularidade do site, imóveis em bairros "nobres" virtuais eram vendidos por verdadeiras fortunas e em dinheiro vivo. Grandes empresas como a Petrobras, chegaram a investir em terrenos dentro da rede social.

O Second Life nasceu com sensação de que a internet tinha o poder de quebrar os limites entre o real e o virtual. Ficou só na promessa. O jogo  só mostrou que esses dois mundos eram paralelos e não integrados. 

A internet  já estava atingindo seu limite de imersão. A grosso modo, um vidro dividia o mundo real e o virtual. Com o avanço tecnológico, esta barreira começou a ser rompida. Hoje o hardware é desenvolvido para simular o orgânico e não mais o mecânico. Telas touchscreen precisas, dispositivos de captura de movimentos e óculos que tentam imitar a maneira que enxergamos são exemplo disso. 

Nesse contexto, é natural que tecnologia de hoje comece a integrar definitivamente o universo real com o virtual.

A chegada do universo virtual

As ferramentas da Realidade Virtual, Aumentada e Realidade Mista são o primeiro passo para a fusão entre mundo real e o virtual. Graças a essas três tecnologias, uma nova era está se abrindo e junto com ela o universo virtual começa a expandir. 

Diferentemente do mundo virtual que é separado por uma tela, o universo virtual é totalmente imersivo e interativo, fazendo com que o usuário possa entrar quase que literalmente dentro do computador (olha TRON aqui!).

A relevância é tanta que empresas como Google, Samsung, Microsoft e Apple por exemplo, estão desenvolvendo ferramentas de acesso para este novo universo.

realidade aumentada realidade virtual flex interativa 3.pngRealidade Mista - Hololens da Microsoft une o universo real e o virtual

realidade aumentada realidade virtual flex interativa 4-1.pngARKit da Apple - projeto promete ser a maior plataforma de Realidade Aumentada

Da timeline vertical para dentro do Facebook

realidade aumentada realidade virtual flex interativa 5.pngApresentação do Spaces no evento do Facebook

Em abril deste ano, a maior rede social apresentou o app Spaces no F8, evento do Facebook para desenvolvedores  realizado em San José, na Califórnia. 

Facebook Spaces é um serviço ainda em fase de teste, mas nada mais é que uma versão da rede social em realidade aumentada e virtual que poderá  ser acessada com o uso do óculos Oculus Rift.

O usuário poderá criar um avatar 3D de si próprio e se reunir com os amigos em ambientes virtuais com fotos 360° simulando o mundo real. Poderá receber seus amigos dentro da sua reprodução virtual da sua casa, mostrar avista da sua janela e até jogar uma partida de cartas na sua mesa.

Vídeos conferências pelo Messenger também poderão ser feitas dentro de escritórios virtuais. E isso é só começo!

realidade aumentada realidade virtual flex interativa 6.pngVídeo promocional do Facebook Space mostra usuário com o oculus Rift

realidade aumentada realidade virtual flex interativa 7.pngGrupos de amigos reunidos em universo virtual

Novos mares na comunicação

O fato do Facebook investir nesse universo virtual é significativo. Promete abrir novos espaços dentro das mídias sociais para grandes marcas interagirem com seus consumidores. 

As páginas das empresas no Facebook poderão ter espaços virtuais onde os consumidores estarão imersos; eles poderão visitar estas lojas virtualmente, interagir com seus produtos e comprá-los sem sair de casa. Produtos poderão ser inseridos nas "casas"  virtuais dos usuários  como uma maneira de serem experimentados.

Assim como um Facebook Space, um novo Google virtual e espaços similares deverão surgir em breve. Endereços e sites na internet deverão ter sua versão virtual imersiva e interativa com uma reprodução digital de um espaço físico. Marcas, empresas e agências devem estar preparadas para interagir com seu público neste ambiente.

É claro que tudo isso ainda é recente e saber usar a Realidade Aumentada, Virtual e Mista como ferramentas de comunicação não é fácil, mas são elas que nos permitem a criação de conteúdo para esse novo e imersivo universo.

O curioso é que até pouco tempo atrás, essas ferramentas eram consideradas por muitos profissionais da propaganda como irrelevantes ou "uma moda passageira", mas o mercado está mostrando o contrário e as demandas com essas tecnologias são cada vez maiores.

O Universo Virtual é a nova fronteira da comunicação. 

Finalmente, aquilo que parecia fantasia em um filme de ficção da década de 80 já não parece tão absurdo assim.

Estamos rompendo a barreira!

Tópicos: Realidade Aumentada, Inovação, Interatividade, Realidade Virtual

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