Blog da Flex

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Quem já viveu uma experiência de realidade virtual sabe que quando é preciso tocar alguma coisa, imediatamente a imersão é quebrada. As imagens dizem ao seu cérebro que você está segurando algo, mas você não tem a sensação tátil, o que faz a magia perder um pouco a graça.

A Microsoft está tentando resolver este problema. Um grupo de pesquisadores da Microsoft Research está trabalhando em uma potencial solução para isso com um dispositivo curioso.

O acessório tem o formato parecido com os controles de realidade virtual atuais e apresenta um gatilho com encaixe para o dedo. O gatilho é o grande destaque do dispositivo. A peça é um pequeno braço mecânico que reage ao “toque” de objetos virtuais.

Trata-se de uma plataforma que se movimenta de acordo com a superfície do objeto tocado. Se você passar o dedo virtual sobre uma bolinha, a plataforma vai se mexer para tentar replicar o toque nesta esfera. São utilizadas tecnologias distintas que funcionam em conjunto e harmonia para tornar os objetos virtuais palpáveis.

Na teoria soa estranho, mas na prática se mostra eficiente e divertido. O braço mecânico aproxima, afasta ou impede o movimento de seu indicador automaticamente, criando a impressão de um objeto sendo tocado.

O dispositivo, chamado Claw, possui uma combinação de servo-motores, sensores de força e atuadores de bobina de voz que simulam vários outros efeitos, como o coice de uma arma ao ser disparada e a textura de um objeto tocado.

A Microsoft Research apresentou várias outras ideias para melhorar nossas experiências e jogos em realidade virtual. Uma das mais interessantes foi o conjunto de sensores hápticos que controlam o posicionamento de seus controles, permitindo que os usuários os trate como itens separados ou como parte de um dispositivo maior.

A Microsoft tem investido em processos de controle por movimentos de mão já há algum tempo. Em 2013, a empresa demonstrou uma navegação pelo Windows usando gestos que eram reconhecidos pela câmera do Kinect, um acessório lançado junto com o console de vídeo game Xbox 360.

Em 2012, a Microsoft anunciou que estava trabalhando com tecnologia de realidade aumentada. Mais tarde, a empresa lançou o HoloLens, óculos de realidade virtual oficial da marca.

A tecnologia de realidade virtual vai estar presente praticamente de forma unânime no futuro, e as gigantes de tecnologia estão trabalhando arduamente em suas respectivas plataformas para oferecer a melhor opção para o usuário final.

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Gigante das redes sociais, o Facebook tem investido pesado em tecnologia desde o anúncio do AR Studio.

É uma ferramenta para desenvolvedores de realidade aumentada, que facilitar a vida de quem deseja incorporar experiências com tecnologias imersivas no Facebook e Messenger.

Para a maior rede social do mundo, é preciso ampliar o ecossistema de conteúdos multimídia. O Facebook já havia apresentado o novo modo de câmera dentro de seu aplicativo móvel que permite o compartilhamento de fotos e vídeos utilizando máscaras, molduras e filtros interativos.

Em outubro do ano passado, a empresa introduziu a capacidade de adicionar conteúdos 3D interativos. Os posts em 3D suportam o formato padrão de arquivo glTF 2.0, que permite texturas, iluminação e renderização realista de objetos irregulares ou com brilho.

Os novos pontos finais de gráficos API permitem que os desenvolvedores construam aplicativos de modelagem 3D e compartilhem as reproduções diretamente no feed de notícias, criando sites que exibem as postagens em 3D.

Os usuários podem arrastar e soltar objetos 3D no feed, e levar posts 3D para interagir no Espaço Facebook, uma área com salas em realidade virtual (VR) da rede social. O objetivo é fazer com que os usuários se sintam livres e confortáveis utilizando criações personalizadas em um aplicativo de modelagem 3D, compartilhando-as diretamente no feed de notícias e levá-las para o Espaço Facebook, onde poderão brincar e interagir com a produção.

 

O que é glTF 2.0

Trata-se de uma espécie de JPEG do 3D, facilitado por intermédio do suporte da Google, da Microsoft e da Sony. Se o usuário possuir um objeto 3D em outro formato, o Facebook promove a conversão em código aberto no GitHub, para que não haja maiores complicações na hora de postar um tipo específico de arquivo.

Ao compartilhar uma publicação em 3D, o usuário poderá escolher uma cor e uma textura de fundo para personalizar. O Facebook espera manter um fluxo de uploads simples e funcional, portanto, estes posts de alta tecnologia não exigirão grandes habilidades ou domínio especializado.

Veja outras ferramentas do Facebook:

  • Frame Studio

É uma ferramenta web que permite a qualquer página ou perfil do Facebook criar molduras para as fotos de perfil ou via nova câmera da rede social. As molduras criadas pelo Frame Studio aparecem na opção câmera de amigos ou fãs das páginas. Os efeitos irão incluir o nome do criador, tanto no post do feed de notícias, quanto no vídeo. O Frame Studio já está disponível para todos.

  • AR Studio

O AR Studio é um software para criação de realidade aumentada que está na versão beta fechada para macOS. Permite que artistas e desenvolvedores possam criar suas próprias experiências em realidade aumentada com molduras animadas, máscaras e efeitos interativos com capacidade para responder a movimentos, ação de espectadores de transmissões (live) e dados de terceiros. Todo o conteúdo produzido a partir do AR Studio está disponível na nova câmera do Facebook.

A plataforma beta tem possui três elementos-chave:

1- Face Tracker: algoritmo operacional que interpreta o que a câmera exibe em tempo real, podendo rastrear o rosto e permitindo que criadores produzam máscaras que se encaixem e respondam aos movimentos faciais sem que haja a necessidade de escrever uma linha de código sequer.

2- Sensor Date: permite aos desenvolvedores criar efeitos no qual as pessoas podem mover o smartphone ao redor do mundo projetado de forma completamente virtual.

3- Sripting APIs: APIs (Interface de Programação de Aplicações) são conjuntos de rotinas e padrões de programação que permite a construção de aplicativos. Permitem acessar e baixar dados das ações dos usuários para modificar os efeitos em tempo real e funcionam através da comunicação entre diversos códigos, definindo comportamentos específicos de determinados objetos em uma interface.

 

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